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Visitas aos imóveis - para vender, arrendar ou avaliar - sim, mas com cuidados

06 mai 2020
Visitas aos imóveis - para vender, arrendar ou avaliar - sim, mas com cuidados
Muitos profissionais do imobiliário decidiram reagendar procedimentos, e fazer-se valer da tecnologia para gerir o negócio durante a pandemia. Fonte: Idealista News

Durante o Estado de Emergência, por causa da pandemia da Covid-19, a atividade imobiliária em Portugal abrandou, mas não parou: desenvolveu-se, sobretudo, desde casa, com o objetivo de cumprir o dever de recolhimento domiciliário imposto. Ainda que as visitas presenciais aos imóveis não tenham sido legalmente proibidas, os profissionais do setor decidiram, na maior parte dos casos, cancelar ou reagendar procedimentos - e fazer-se valer da tecnologia, para visitas virtuais, a par de outras soluções digitais. Agora, e com o desconfinamento em marcha no país, a retoma da mediação imobiliária, bem como da avaliaçao de imóveis para crédito à habitação, devem ganhar novo fôlego. Sendo que, neste regresso à “normalidade” o respeito de todas as normas e regras de segurança impostas pelo Governo e autoridades de saúde é a palavra de ordem.

Carlos Calvário, secretário-geral da Associação Profissional das Sociedades de Avaliação (ASAVAL), relembra que, apesar da crise sanitária que atravessamos e da necessidade de cumprimento das regras do distanciamento social estabelecidas pela Direção Geral da Saúde (DGS), a atividade de avaliação imobiliária nunca foi interrompida”, uma vez que, e neste caso em particular,  “é fundamental para que não seja afetado o processo de concessão de crédito hipotecário às famílias e às empresas, por parte do sistema financeiro nacional”.

Lembra, de resto, que todos os procedimentos foram “oportunamente validados” pela CMVM através de Carta-Circular emitida em 25 de março, onde se deixava claro, já por essa altura, que as inspeções aos imóveis deviam manter-se “podendo em casos justificados e comprovados, e na medida do estritamente necessário, recorrer a inspeções realizadas por terceiros, suportadas em alternativas tecnológicas para esse efeito”.

O responsável frisa que as sociedades de avaliação já tinham anteriormente uma grande experiência em teletrabalho, “a qual se revela agora muito adequada à conjuntura atual”. Carlos Calvário vem confimar que nos casos em que existem constrangimentos ou mesmo impedimentos à realização da inspeção pelo interior do imóvel, “tem havido recurso a meios tecnológicos, nomeadamente através de videochamada, para proceder a essas tarefas”, e que, não obstante, “este trabalho continua a ser acompanhado por visitas pelo exterior, realizadas pelos Peritos Avaliadores aos imóveis em causa”. No entanto, frisa, e “como seria de esperar”, o impacto que a pandemia está a ter na economia “reflete-se logicamente também no nosso setor, sendo já evidente uma quebra significativa no volume de avaliações relacionadas com o sector financeiro.”

Cuidados a ter

Neste processo de visitas, o uso de máscaras ou viseiras é agora obrigatório. Por outro lado, deve promover-se a limpeza e desinfeção dos espaços, o distanciamento humano e evitar contacto com equipamentos, objetos e superfícies. E lavar imediatamente depois as mãos, utilizando também sempre que necessário soluções líquidas de base alcoólica. Todos os cuidados são poucos neste momento, para evitar a propagação de contágios.

Regresso à vida “real”, mas no digital mais que nunca

O imobiliário recebeu luz verde do Governo para retomar a atividade na primeira fase do plano de desconfinamento do país - que se fara em três etapas, com início a 4 de maio de 2020. E a mediação quer “dar tudo por tudo” para se adaptar à nova realidade, tal como nos mostram os exemplos de diferentes agentes na rubrica “Diários de mediadores em casa” do idealista/news, partilhando as estratégias implementadas para “fintar” a Covid-19 sem sair de casa.

Os diferentes testemunhos ouvidos ao longo das últimas semanas, não só da mediação, mas também de promotores e consultoras, e ainda especialistas em marketing e comunicação, colocam a tónica na importância da digitalização e das novas formas de trabalhar que vão manter-se para lá da pandemia. O teletrabalho, as videochamadas e visitas virtuais, e todo o terreno que já está a ser desbravado, de que é exemplo o Virtual Staging, uma ferramenta que permite decorar uma casa de uma forma totalmente digital e que pode acelerar o fecho de negócios. Agora, e no futuro, pós-Covid.

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