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O que é melhor, ter casa própria ou arrendar uma? (Parte VI)

16 mar 2020
O que é melhor, ter casa própria ou arrendar uma? (Parte VI)
A Deco preparou um guia para o idealista/news para ajudar os consumidores na hora de tomar a decisão. Fonte: Idealista News

É, seguramente, um dos grandes dilemas das pessoas na hora de sair de casa dos país ou de ir viver para outra habitação. E atual momento do setor imobiliário não ajuda à tomada de uma decisão, tendo em contra que comprar e arrendar casa ficou (muito) mais caro nos últimos tempos. Afinal, o que será melhor, comprar ou arrendar casa? Tentamos ajudar-te a decidir com a ajuda da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

 

Antes de mais nada uma dica: se fizeres o necessário e depois o possível, não tarda estarás a fazer o “impossível”. 

 

Se todos identificamos a importância para a boa gestão das nossas finanças da elaboração de um orçamento, porque será que não o levamos à prática? Se a nossa vida financeira só teria a ganhar, porque continuamos a procrastinar? A questão que se coloca é: como conseguir atingir esse propósito? Se fosse fácil, ninguém precisaria de conselhos. O orçamento familiar constitui uma ferramenta importante para o equilíbrio das finanças pessoais.

 

Deixamos aqui algumas reflexões para que ponderes o interesse em cuidar melhor do teu orçamento. Depressa perceberás que um pequeno esforço lhe trará resultados enormes.
 

O futuro não pode ser previsto, mas podemos certamente planear para tentar garantir alguma estabilidade financeira no médio e longo prazo. O orçamento familiar não é apenas necessário para o dia a dia, mas também para ajudar a pensar no que poderá acontecer no futuro. 
 

Conversar com a família pode ajudar a estabelecer prioridades. Antes de tomares qualquer decisão no sentido de assumir um crédito tão importante e por longo período de tempo, como é o crédito à habitação, deves questionar-te: as minhas finanças estão “de boa saúde”? Que dívidas e responsabilidades tenho neste momento? Tenho um fundo de emergência para um qualquer imprevisto? E se ficar sem emprego ou se a taxa de juro aumentar e ficar a pagar uma prestação maior, estarei preparado para suportar todas as despesas? Todas estas questões são importantes para o diagnóstico da situação financeira e para te ajudar a tomar uma decisão ponderada.

 

Não será adequado fazer um grande investimento sem ter um contexto financeiro estável. Planeamento é, pois, algo que deves colocar em prática. Faz um orçamento e simula a situação futura. Se um dos teus objetivos é comprar casa, quanto precisas de dar de entrada e daqui a quanto tempo? E quanto precisas de poupar por mês até atingir esse objetivo? E que impacto mensal terá depois a prestação do crédito? E se tiveres já um crédito automóvel para pagar, suportarás todas as prestações? 
 

Financiar a compra de casa será um compromisso a 20 anos, pelo menos, e pode representar um terço dos teus gastos mensais. Procura ter uma casa que represente o menor custo possível. Se pesar muito no teu orçamento podes optar pelo arrendamento ou adquirir um imóvel mais barato. 
 

Pensar no futuro é algo básico no planeamento de um orçamento familiar. A compra de casa pode ser um objetivo a curto prazo se dispuseres de capacidade financeira para tal. Mas, se precisas de poupar para conseguir a entrada para comprar a casa dos teus sonhos, terás de quantificar esse objetivo, definir o prazo para o atingir e estabelecer um plano de poupança.
 

Começa já a planear as tuas finanças. Tens 3 passos importantes a dar antes de decidires comprar ou arrendar casa:

  1. Fazer um diagnóstico da tua situação financeira;
  2. Definir objetivos e fazer um plano financeiro;
  3. Elaborar um orçamento e avaliar.
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